Inteligência Artificial na Educação: usar para Responder ou para Pensar?
DOI:
https://doi.org/10.70853/Palavras-chave:
Inteligência artificial, Pensamento crítico, Aprendizagem, Método socrático, Formação DocenteResumo
Este ensaio discute o uso da inteligência artificial (IA) generativa na educação a partir de uma questão central: quando a tecnologia oferece respostas rápidas e bem estruturadas, como preservar e estimular o pensamento crítico do estudante? Parte-se da compreensão de que o problema pedagógico não está simplesmente em utilizar a IA, mas em permitir que a resposta produzida pela ferramenta substitua o processo de compreensão. O texto assume caráter teórico-reflexivo e articula literatura sobre inteligência artificial na educação, pensamento crítico, questionamento e formação docente. Defende-se que a IA pode funcionar tanto como atalho para a entrega de atividades quanto como apoio à aprendizagem, dependendo das condições pedagógicas que orientam seu uso. Entre as possibilidades discutidas, destaca-se o questionamento socrático, entendido como estratégia de diálogo, justificativa, confronto de argumentos e revisão de respostas. O professor permanece essencial ao organizar situações em que estudantes sejam levados a perguntar, verificar fontes, identificar erros, explicar escolhas e assumir responsabilidade pelo que produzem. Conclui-se que o uso consciente da IA exige formação docente, transparência, critérios de uso e práticas que valorizem a atividade intelectual do estudante, transformando a ferramenta em apoio ao pensamento, e não em substituta dele.